As obras de construção precisam de calor muito antes de existir a instalação definitiva: cura do betão, secagem da estrutura e aquecimento provisório da envolvente. Quando o edifício entra em utilização, a função muda de novo: naves com volumes de ar muito grandes, escritórios e hotéis com águas quentes sanitárias e armazéns ou pavilhões desportivos onde os radiadores, por si só, não conseguem manter uma temperatura confortável.
O que os projetos de construção e de edifícios exigem
O calor numa obra chega em duas fases. Durante os trabalhos precisa de uma fonte que se instale depressa, acompanhe a evolução do estaleiro e funcione ao ar livre, para a cura do betão, a secagem de betonilhas e rebocos e a manutenção da produtividade das equipas nos meses frios. Depois da entrega, o mesmo local precisa de uma instalação permanente dimensionada para um perfil de carga diferente.
Os edifícios concluídos raramente são uniformes. Uma nave de 10–15 m de altura comporta-se de forma muito diferente do bloco social que lhe está anexo: o ar quente acumula-se sob a cobertura enquanto o nível de trabalho permanece frio, e cada ciclo de abertura do portão retira grande parte do calor armazenado no ar. Escritórios e hotéis exigem o contrário: instalações silenciosas, espaços exíguos e um pico acentuado de água quente pela manhã.
Partimos da necessidade de calor calculada para cada zona, elaborada segundo EN 12831, e decidimos depois onde o aquecimento por ar é a resposta correta e onde um circuito de água é inevitável. Repartir um edifício desta forma é normalmente mais económico de instalar e de operar.
Equipamento para calor de obra e instalações permanentes
Casas das caldeiras de exterior para obras e projetos por fases
As caldeiras de exterior ROOK e WARD chegam como unidade completa e estanque às intempéries, com queimador, bombas, dispositivos de segurança e comando montados e ensaiados. Cobrem 100–3000 kW até 6 bar e 115 °C, não exigem edifício próprio e são colocadas com grua sobre uma fundação preparada. A mesma unidade pode assegurar a cura do betão durante a obra e permanecer depois como casa das caldeiras definitiva.
Aquecedores de ar para grandes volumes
Para naves, armazéns, terminais e edifícios desportivos, o aquecimento por ar é a opção prática. ZEPHYR, KENO e LUMO cobrem 50–1500 kW, a ROCK vai até 1500 kW, a GUST até 2000 kW e a MODUL adequa-se a zonas menores, com 50–300 kW. O ar é aquecido no permutador e insuflado na zona de trabalho, pelo que o espaço fica utilizável em minutos e não apenas depois de a estrutura aquecer.
Caldeiras de água quente para edifícios e águas sanitárias
Escritórios, hotéis, pavilhões de piscinas e blocos residenciais são servidos pelas caldeiras CORE, SLIM, CORE DUO, BASE, TRINITY e MEGA, de 50 kW para um único bloco social até 50 MW para um empreendimento completo. SLIM e CORE DUO adaptam-se a centrais exíguas e a instalações em cobertura. Para redes extensas, as caldeiras de água sobreaquecida QUANT, QUANTUM e EON trabalham até 15 bar e 180 °C, o que reduz os caudais e os diâmetros das tubagens.
Fluidos, capacidade e gamas de funcionamento
- Água quente
- 50 kW–50 MW até 16 bar e 115 °C para circuitos de aquecimento, águas quentes sanitárias, água de piscinas e aquecimento de obras.
- Água sobreaquecida
- 300 kW–20 MW até 15 bar e 180 °C para redes extensas e locais com vários edifícios.
- Ar quente
- 50–2000 kW por unidade, ar à saída do aquecedor até 100 °C e caudais até 70 000 m³/h.
- Instalações de exterior
- 100–3000 kW num invólucro autónomo até 6 bar e 115 °C, para locais sem central técnica.
- Vapor
- Disponível quando uma lavandaria, uma cozinha ou uma humidificação acompanha a carga de aquecimento.
Fiabilidade, segurança e funcionamento sem vigilância
Os edifícios ocupados não podem ficar sem aquecimento para reparações a meio do inverno, pelo que a redundância é prevista desde o início: duas ou mais caldeiras em sequência de cascata, válvulas de seccionamento que libertam uma unidade para manutenção enquanto a outra assegura a carga e queimadores com ampla modulação, para que a instalação acompanhe a curva diária em vez de arrancar e parar continuamente. Queimadores de baixo ruído e isolamento de vibrações adequam-se a centrais em cobertura e anexas.
A qualidade da água e uma entrada em serviço correta determinam a duração da instalação. Uma unidade de tratamento com os depósitos BUFFER, EXPAND e STORE protege os permutadores do oxigénio, das incrustações e do choque térmico, enquanto BOOST e ECO recuperam o calor dos gases de combustão. O CONTROL supervisiona as temperaturas de ida e de retorno, a chama, a tiragem e a deteção de gás.
A telemetria Digital Twin dá à equipa de manutenção uma visão em tempo real de cada caldeira e aquecedor de ar do local, com tendências de consumo de combustível, frequência de arranques, temperatura dos gases de combustão e histórico de avarias. Num conjunto com vários edifícios, é normalmente isso que torna viável o funcionamento sem vigilância.
Como executamos um projeto
O ponto de partida são os dados do seu edifício: volumes aquecidos e alturas de teto por zona, perdas de calor calculadas, consumo de água quente e de piscinas, ciclos dos portões, combustível disponível e o espaço ou a área de cobertura que pode disponibilizar. A partir daí preparamos o balanço térmico e repartimos a carga entre sistemas de ar e de água.
- Levantamento e balanço térmico
- Necessidades por zona segundo EN 12831, incluindo a infiltração por portas e portões, com um perfil separado para as cargas de água quente e de piscinas.
- Esquema e seleção
- Aquecedores de ar, caldeiras de água quente, unidades de exterior ou uma combinação, com potência por escalões para construção por fases e ampliação posterior.
- Projeto e fabrico
- Equipamento sob pressão segundo EN 12952 e EN 12953 e PED 2014/68/EU, produzido sob um sistema ISO 9001 com rastreabilidade total dos materiais.
- Entrada em serviço e entrega
- Afinação do queimador, equilíbrio hidráulico, verificação dos dispositivos de segurança, configuração da telemetria, formação dos operadores e documentação final.
